Categories:  Vinho

No restaurante o garçom abre o vinho e lhe entrega a rolha. Você a cheira pra atestar a qualidade da escolha feita, certo ? ERRADO!

Não conheço ninguém que cVinho-da-Noite-Italianaonsiga definir os atributos de um vinho cheirando a sua rolha. No entanto, ela pode lhe indicar coisas importantes sobre a garrafa sobre sua mesa.

Observe seu estado de conservação. Por onde sai vinho, entra ar e causa oxidação. Se notar algo como um corrimento de vinho pela lateral da rolha ou um certo ressequimento, pode ser que o vinho tenha sido mal conservado ou a rolha nao era de boa qualidade. Nesse caso, passe para o nível de alerta amarelo.

Em seguida, cheire a rolha, mas não precisa dar espetáculo! Seja discreto(a), mas atencioso(a). Se sentir cheiro de água sanitária, cloro ou cândida para os mais antigos, passe para o alerta laranja, pois pode ser que o seu vinho esteja “bouchonné”.

Ao receber a taça para a prova, analise com a máxima atenção. Se achar que nao está bom, convide o garçom ou sommelier a avaliar junto com voce. Sejá simpático(a) e educado(a), pois voce está dentro do seu  mais absoluto direito e nao há razao para brigar. A culpa, no caso do “bouchonné”, nao é do restaurante, nem de ninguém. Simplesmente acontece e ninguém irá se eximir de trocar uma garrafa que esteja oxidada ou arrolhada, por mais cara que seja.

No entanto, se o restaurante for bem vagabundo e não quiser fazer a troca, voce fica autorizado(a) a descer do salto alto, calçar as chinelas e ir pro barraco, pois a casa tá merecendo! Cheers

O Vinho como presente de natal

Categories:  Vinho

post vinho como presente

Voce vai dizer que estou puxando a sardinha pra minha brasa. Honestamente falando, sim. Eu gostaria muito que você presenteasse com vinho e que comprasse esse vinho na ba&co.

Mas não é só por isso. Eu realmente acredito que vinho é um excelente presente. Ë versátil, elegante e de bom gosto. Sempre digo que não teria o que fazer com duas canetas Montblanc, mas certamente daria bom uso a duas garrafas de Alma Viva. Beberia as duas, de preferência, cercado de bons amigos. Portanto, não há aquela dúvida: Será que ele já tem?

É bem verdade que o vinho ainda está longe de ser a bebida mais consumida no país, mas deixou de ser um total mistério para os brasileiros. Além disso, o vinho vem se tornando objeto de desejo e símbolo de ascensão social. Presentear com vinho traz implícita a mensagem de que o presenteado está “a altura” de receber tal presente.

O Problema está em escolher o vinho ideal. Presentear uma pessoa não iniciada com uma garrafa rara e cara pode não surtir o efeito que se deseja com o presente. Por outro lado, um vinho escolhido sem o devido cuidado para quem  é consumidor habitual pode demonstrar falta de apreço.

Veja que não se trata do preço, mas do cuidado com que se escolhe; da pesquisa e da boa informação sobre o vinho. Há, no mercado, inúmeras e ótimas opções de rótulos a preços muito acessíveis que ainda são desconhecidos do grande público que enxerga primeiramente as gôndolas dos supermercados.

Sem esquecer a embalagem, pela qual prezo muito, seria interessante também considerar que o mundo do vinho oferece muitas outras oportunidades de presentes como os acessórios, como um saca-rolha bacana ou um jogo de taças, que (nunca é demais, livros e até DVDs com filmes raros. O meu favorito, por exemplo, é a Festa de Babette, que está esgotado no Brasil já faz algum tempo.

Pedir ajuda a um especialista  é sempre um bom caminho, mas se não quiser recorrer a ninguém, tome uma medida simples: opte pelo vinho que gostaria de ganhar e, ao entregá-lo, explique seus motivos. Para ajudar na argumentação, pesquise sobre o produto antes. Combinar vinho e informação em um mesmo pacote é o melhor presente.

O Periquita e a perereca

Categories:  Vinho

Num dia desses, eu estava folheando o livro ‘A ARTE DA DEGUSTAÇÃO – Livro de Anotações’ do Fernando Cornacchia, quando me deparei com um texto delicioso do Mário Sérgio Cortella. Não sei se estou infringindo algun direito autoral, mas vou correr o risco e reproduzir o texto aqui. Sou daqueles que perde o amigo, mas não deixa passar a oportunidade:

“JANEIRO DE 2000!  O “BUG DO MILÊNIO”  NÃO ACONTECEU,  ainda não era a hora de fazer a virada para o século 21, as chuvas de verão foram inclementes e apavorantes em algumas cidades.

Uma delas foi Campos do Jordão, com desabamentos e estradas obstruídas. Ainda assim, eu insistira com Janete que fôssemos ficar lá alguns dias, para descansar e apreciar vinhos em lugar menos quente.

Ela, jornalista, recém-chegada dos Estados Unidos – onde morara na Califórnia nos últimos seis meses de 1999, como correspondente de revista semanal -, esposa incansável, mesmo de jet lag completo, acendeu ao meu suspiro.

Lá fomos,  algumas garrafas de tinto na bagagem e vontade de aquietar. Hotel quase vazio, somente três suítes ocupadas: uma família asiática (com suas crianças velozes e ruidosas), outra com um magistrado e consorte (que vimos às vezes também degustando tintos) e, na outra, nós.

Na terceira noite lá, estávamos na suíte apreciando e aperitivando umas boas taças do Periquita em ótima temperatura ambiente, lembrando que José Maria da Fonseca fez a primeira garrafa em 1834 e nós, 166 anos depois, não tínhamos desistido. Descemos para o jantar, mesas e mesas vazias, o juiz e sua cônjuge nos convidam para com eles sentar e, aproveitando que já estavam com garrafa aberta de ótimo chileno, estendem taças para partilharmos.

Janete, ainda distraída pela mudança muito rápida de fuso horário, um pouco perturbada pela longa viagem feita desde aquela outra terra de bons vinhos, agradece a gentileza e diz: “Obrigada, mas acabamos de tomar lá no quarto um Perereca inteirinho”.

Até hoje recebo e-mails do afamado juiz, risonho e matreiro, perguntando como está a safra pererecal…

Mário Sérgio Cortella”

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Vinho & Guerra – A luta da França pelo seu vinho

Categories:  Vinho
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vinho e guerraPara os amantes do vinho e da história da humanidade, o livro “Vinho & Guerra – Os franceses, os nazistas e a batalha pelo maior tesouro da França”, do casal Don e Petie Kladstrup é um prato cheio. Ele mostra a luta entre os vinicultores franceses e o exército alemão na Segunda Guerra Mundial pelo maravilhoso vinho francês. A obra segue a trajetória de cinco importantes famílias das principais regiões vinícolas da França, durante a ocupação nazista: os Drouhin, na Borgonha; os Miaihle, em Bordeaux; os Hugel, na disputada região da Alsácia; os de Nonancourt, na Champagne e os Huet, no Vale do Loire.

Após a Primeira Guerra Mundial, a safra de 1939 prometia ser péssima para os vinhos franceses. Para completar o temor, a Alemanha nazista ganhava força e ameaçava invadir a França. Após a anexação da Áustria e a invasão da Tchecoslováquia, esse temor ganhou ainda mais intensidade. Finalmente, com a invasão alemã na Polônia, França e Inglaterra decidiram entrar na guerra. Durante algum tempo, antes da luta se deflagar, os produtores de vinho voltaram suas atenções para suas videiras e esqueceram um pouco a iminente ameaça nazista. Em abril de 1940, no entanto, as tropas alemãs invadiram a França, que se rendeu facilmente. Ao se darem conta do que se passava, já era tarde demais para os vinicultores salvarem seu tesouro.

O exército do Terceiro Reich não teve dó de saquear tudo o que via pela frente. Pegavam tudo que a França tinha e não deixavam nada de bom. Entre os principais produtos, o vinho era um dos destaques. Desesperados, os chefes das famílias buscam uma forma de não perder seus melhores vinhos, ainda mais para os alemães. Na Borgonha, Maurice Drouhin guardou suas melhores garrafas, entre eles os Romanée-Conti das safras 1929 a 1938 atrás de uma parede falsa em suas caves subterrâneas. Em outras regiões, os produtores escondiam do jeito que dava seus melhores vinhos, seja nas caves, adegas e até mesmo no fundo do lago.

Apesar do esforço, a grande maioria dos vinhos foi saqueada pelos alemães. Para piorar, as vinícolas foram invadidas e serviram de abrigo para as tropas nazistas. Os funcionários que trabalham nas casas foram enviados para a guerra e para os campos de concentração, assim como muitos vinicultores. Os cavalos que preparavam os campos foram servir o exército alemão.  A produção dos vinhos praticamente parou nos momentos de guerra e, cada vez mais, a pilhagem desenfreada prejudicava os cidadãos franceses.

Para segurar os saques desenfreados, o exército alemão designou homens que intermediavam as negociações entres os vinicultores e os alemães que quisessem comprar os vinhos. Os Weinführers, como eram chamados, conheciam os produtores e facilitavam as compras e não deixavam os soldados saquearem os vinhos.

Com o passar do tempo, o sofrimento dos franceses aumentava. A escassez de comida e conforto revoltava a população. O exército de Resistência ganhava cada vez mais força e adesão da população cansada da ocupação alemã. Os vinicultores, em seus campos de concentração ou lutando na guerra, só pensavam em uma coisa: seus vinhos. O que lhes dava força para suportar o horror da guerra era pensar em seus vinhedos e sua produção. A possibilidade de voltar para casa e cuidar tranquilamente daquilo que ama, era a principal meta dessas pessoas.

As esperanças voltam a crescer com as notícias de que as tropas americanas entrariam na guerra e libertariam a França da ocupação nazista. A invasão dos Aliados na Normandia, em 1943, voltou a levar sorrisos aos rostos franceses, que começaram a pensar em suas vidas normais que levavam antes do sofrimento da guerra. Finalmente os alemães estavam se retirando da França!

Mas ainda faltava uma coisa para os franceses, que era recuperar o seu maior tesouro roubado: os vinhos. Começa a busca das tropas aliadas atrás do “Ninho da Águia”, residência de Hitler em Berghof, na cidade de Berchtesgaden, nos Alpes bávaros. Os franceses chegaram antes dos americanos na casa e encontraram um tesouro inestimável. Quadros, esculturas, e os grandes e famosos vinhos da França.

A comemoração foi em grande estilo, regada com os vinhos recuperados. Os americanos foram recepcionados como heróis. Os vinicultores que sofreram com a guerra voltaram para casa, realizando seus sonhos de viver em paz, fazendo o que mais amavam.

Os autores

O casal de jornalistas americanos, Don e Patie Kladstrup, estavam no Vale do Loire fazendo uma reportagem com o prefeito de Vouvray, Gaston Huet, sobre a escavação de um túnel para trem na região. Ao conversar com Huet sobre isso, descobriram uma incrível história sobre a época da Segunda Guerra Mundial e os vinhos da região. Eles decidiram se aprofundar no assunto e criaram este livro de agradável leitura.

Don Kladstrup é ex-correspondente jornalístico de televisão. Ele já ganhou três Emmys e muitos prêmios por toda sua atividade. Katie é escritora free-lance e escreveu sobre a França. Ambos são colaboradores da revista Wine Spectator.

Dois brancos de peso

Categories:  Vinho

Salve!

Adoro os brancos de várias regiões do mundo… os rieslings alsacianos, Sauvignon Blanc do Loire, Ribolla Gialla do Friuli, os despretenciosos brancos da Campania, etc., mas é na Borgonha onde meu coração fraqueja… é na Borgonha, terra da Chardonnay, onde vc encontra alguns dos brancos mais complexos do mundo.

Divido aqui com vocês dois belos exemplos do que considero brancos excepcionais da borgonha, para serem bebidos e nunca mais esquecidos!

1. Domaine Ramonet, Chassagne-Montrachet 1er Cru Les Caillerets 2004

Considerado um dos papas de Chassagne Montrachet, os vinhos de Andre Ramonet são, em qualidade, comparáveis aos tops da borgonha, como Leroy, Domaine Leflaive, Coche Dury, etc. Para minha tristeza e a de muitos apaixonados pelos brancos de cote de beaune, são rótulos que vc precisa vender um rim pra beber uma garrafa.

Este Chassagne Montrachet é, inquestionavelmente, o melhor que já bebi. Um premieur cru que deixa pra trás muito Grand Cru por aí. Nariz delicado, elegante. Sai da mesmice daquele cítrico exagerado e concentra seus aromas em notas minerais, com leve defumado ao fundo (sinônimo de madeira usada na medida certa!). Na boca, estupendo! Encorpado, bela acidez, muita amêndoa e avelã caramelizada. Persistência interminável. Um desbunde!

Foi comprado numa super promoção em Dallas. Aliás, compra-se borgonha na América mais barato que na França.

2. Coche-Dury, Bourgogne Chardonnay 2007

Rápida menção ao genérico 2007 do Coche Dury. Um verdadeiro achado! Pra quem não conhece, Coche-Dury está para a Chardonnay assim como DRC está para a Pinot Noir. Uma lenda viva, sinônimo de prestígio e qualidade. Graças aos japoneses e americanos, os vinhos de Coche Dury estão em patamares de preços nunca vistos antes. Os grandes rótulos, de pouca produção, são disputados pelos enófilos abastados ao redor do mundo.

Encontrei essa belezura na carta de vinhos do Joel Robuchon, em Paris. O que me impressionou, na verdade, é que não sabia que Coche Dury vinificava genéricos e para minha alegria, o preço estava pra lá de bom, coisa que meu cartão de crédito podia pagar.

Estava com minha mulher e quando o bichinho caiu na taça, eu olhei pra ela e começamos a dar risada… já dava pra sentir com o copo na mesa que aquilo era coisa séria. Visual lindo, amarelo esverdeado, límpido. Nariz com força de Meursault… fruta madura, amêndoas e tudo mais. Na boca, aquela untuosidade difícil de encontrar em um genérico. E que persistência! Acompanhou a melhor lagosta que comi na minha vida!

Enfim, uma excelente opção pra quem quiser experimentar alguma coisa deste produtor sem ter que hipotecar a casa.

O autor deste post foi o Marcio Morelli do Grupo de discussões “Vins De Bourgogne” do Linkedin publicado em 19/04/2010. Meu muito obrigado, Marcio.

Vinho engorda?

Categories:  Saúde, Vinho

Parece claro pra todo mundo que vinho não tem gordura, no entanto,  vinho tem calorias, que são as unidades de energia que ingerimos através dos alimentos e das bebidas. O triste dilema da vida moderna é que quando ingerimos mais calorias do que gastamos, começamos a ganhar peso.

A quantidade de calorias de uma taça depende do vinho e, naturalmente, do tamanho da taça. Em geral, uma dose de 140ml de vinho tinto deverá gerar  aproximadamente 125 calorias, enquanto que a mesma quantidade de vinho branco deverá gerar algo em torno de 121 calorias. Fique atento, no entanto, pois vinhos mais doces, como aqueles de sobremesas ou os vinhos fortificados terão mais calorias que os vinhos secos.vinhedo

Como resfriar o vinho

Categories:  Degustação, Vinho

balde de gelo

Não há nada mais irritante que o vinho servido na temperatura errada. Se ele está frio demais, ainda dá para segurar a taça pelo bojo e ir “aquecendo” aos poucos até chegar à temperatura ideal. Enquanto isso curta o vinho, avaliando como ele se transforma com o aumento da temperatura. Mas, se está quente demais, não há o que fazer senão conter a ansiedade e colocá-lo para resfriar.

A melhor maneira de fazer isso, seja em casa ou no restaurante, é com a ajuda de um balde de gelo. Encha dois terços do balde com uma mistura de metade água e metade gelo. Não deixe de acrescentar a água, pois somente o gelo não irá resfriar o vinho na velocidade que você deseja. A mistura de água e gelo resfria o vinho em 20 ou 30 minutos. Já o gelo sozinho irá levar mais de uma hora e o seu jantar estará totalmente frio quando o vinho estiver pleno.

No entanto, se você está na sua casa e tem tempo suficiente pra gelar o seu vinho lentamente como recomendam os especialistas, coloque-o na porta da geladeira e o deixe lá por umas duas horas. É tempo suficiente pra que alcance a temperatura certa.

Evite colocar o vinho no congelador. O vinho resfria muito rápido, fazendo com que ele não fique bom. Além disso, o risco de você esquecer uma garrafa lá dentro é enorme; especialmente depois da segunda garrafa.

Vinhos demasiadamente gelados perdem grande parte de seu aroma e congelam as papilas gustativas da língua, reduzindo sua percepção de sabores.

Saúde !

Como dar 100 pontos a um vinho

Categories:  Degustação, Vinho
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A busca do vinho perfeito, histórico e memorável acontece desde o dia que o produtor faz a sua primeira bebida. Em todo o planeta, os vinicultores usam toda sua técnica e talento para deixar seu vinho o mais próximo possível da perfeição e é muito complicado fazer uma avaliação coerente de diferentes vinhos, cada um com sua particularidade e toque diferenciado

Os grandes críticos de vinho têm um difícil e prazeroso trabalho. Afinal, como definir a pontuação dos diferentes e excelentes vinhos feitos no mundo todo? Para ser fiel a uma pontuação correta, revelando as sutilezas de cada vinho, o crítico se deve ater a todos detalhes mínimos presentes em cada safra. Para perceber a diferença dos históricos vinhos Krug, das safras de 1996 e 1998, o americano Joshua Greene, editor da revista Wine & Spirits, surpreendeu.

Horas antes da degustação, pediu a decantação de ambos. Esse processo “tira” as famosas bolhas dos espumantes, deixando-os sem gás. Para muitos, esse ato pareceu até mesmo uma loucura, mas ele tinha um plano em mente. Ao experimentar os dois vinhos em sua forma original, as diferenças entre eles eram mínimas. Com pequenos destaques e peculiaridades em cada. Mas ao degustá-los decantados, uma boa diferença foi percebida. No Krug 1996, os aromas e sabores originais permaneceram no vinho, enquanto que no da safra de 1998, as antigas particularidades estavam bem menos perceptíveis. Ou seja, era um vinho menos incisivo, menos presente. Dessa forma, Greene não teve dúvidas em cravar 100 pontos ao primeiro vinho e “apenas” 96 pontos ao de 1998.

A taça ideial para o seu vinho

Categories:  Degustação
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Muito se discute sobre a importância da taça adequada para se obter o máximo de sabor e aroma do vinho. Mas até que ponto a taca certa é essencial para a degustação nossa de cada dia ? É bem verdade que o vinho pode ser tomado em qualquer copo, até mesmo em copos de requeijão ou de plástico, porém a taça certa e a limpeza adequada são primordiais para o melhor aproveitamento da bebida em todas as sua nuances.

A taça de vinho deve ser clara e lisa para que se possa ver a bebida através do vidro em seu estado verdadeiro. Taças coloridas, só pra enfeitatar o armário. Além disso, o copo deve ser fino para não elevar a temperatura da bebida e deve ter uma haste alongada, para não precisar segurar pelo bojo, pois isso também aquece o líquido e altera completamente suas qualidades de sabor e aroma.

O formato da taça também é importante. Para vinhos tintos, brancos e rosés ela deve ser grande o suficiente para que se possa agitar a bebida em círculos e liberar todos os seus aromas. Já para os espumantes o adequado é a taça flute que é mais afinada, ideal para preservar as bolhas por mais tempo.

A limpeza da taça é outro aspecto essencial para apreciar o vinho. Qualquer resíduo químico pode alterar o sabor e o aroma da bebida. É recomendável, portanto, que a limpeza seja feita à mão, sem esponja e com pouco ou nenhum detergente. Após a lavagem, é preferível que a taça seque ao ar para que não fiquem resíduos de pano. Nunca seque ou guarde a taça com a boca para baixo sobre um pano, pois isso fará com que ela absorva os cheiros do pano.